terça-feira, 30 de maio de 2017

Incompreendidos

Queremos o impossível, amamos o que não temos. Somos felizes à nossa maneira, incompreendidos às vezes. Mas somos felizes independentemente do que aconteça. Apaixonamo-nos por quem não merece um pingo de compaixão, por quem não tem nenhuma consideração por nós, mas mesmo assim gostamos de sofrer por essas pessoas.
Os nossos amigos são os portos seguros para quando tudo desmorona, são os nossos concelheiros e até às vezes os donos da razão. As ideias às vezes podem chocar, irritar ou até mesmo magoar. Mas amigos são a família que nós escolhemos, normalmente eles são poucos mas são o suficiente para formarmos uma “mini aldeia”. Eles sabem quanto sofremos, amamos, queremos algo ou alguém. São os primeiros a dizer atira-te de cabeça ou então nem vale a pena mergulhar. Quem nos conhece melhor são eles.
A solidão que nos traz um pouco de paz para acalmar da correria do dia-a-dia não é fácil de encontrar. Para algumas pessoas basta a solidão do seu quarto, para outras é quase preciso um retiro para desanuviar. Às vezes é preciso esta solidão para os pensamentos voltarem a compor-se, ou até para nos lembrarmos do que realmente queremos.
Eu quero-te a ti, mas não está em mim!

Eu sou feliz, e tu será que sabes sê-lo?



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