Gostava de saber por quê, que continuo a pensar em
ti! Se o que tivemos não foi nada que desse para deixar saudades. Mas o que é
certo, é que deixas-te alguma marca para trás e ao mínimo gesto ou referencia
que alguém faça é como se tivesse a ter um “deja vu” em que a minha cabeça
começa a brincar com o coração pois os gestos fazem-me lembrar-te e acabo por
ver-te porém é apenas uma ilusão criada por não ter ver.
Com isto de tanta brincadeira/partidas que o coração
sofre acaba por dar alguns frutos. Para descarregar escrevo para ti. “Para ti”
uma ova, pois tu não irás ler, primeiro porque não tenho coragem de mostrar-te
os meus sentimentos, e segundo porque tu nem te darias ao trabalho de ler o que
para aqui escrevo de coração partido por não te ter.
O tempo vai passando mas a escrita tem a mesma
atitude e a mesma crítica, tu. Escrevo os poemas pensando em como eles ficariam
bonitos declamados na tua voz, ou então sussurrados ao teu ouvido com a maior
doçura do mundo. Até os textos em que nem sempre és assunto te ficavam
maravilhosos expressados pelos teus olhos.
Mas tenho que me deixar de ilusões tu não os vais
ler eu não irei mostrar-tos por isso eles não serão lidos nem declamados na tua
voz. Eles serão apenas reflexos dos meus pensamentos e sentimentos, porque eu
sou uma romântica incurável e de tudo ou de quase tudo eu retiro emoção. Embora
tu sejas a minha maior inspiração. Enquanto te esqueço ou não que tal um novo
poema? Queres voltar a ser a musa? Oh, desculpa, o muso?!!
Sem comentários:
Enviar um comentário