sábado, 27 de maio de 2017

Desabafo

Gostava de saber por quê, que continuo a pensar em ti! Se o que tivemos não foi nada que desse para deixar saudades. Mas o que é certo, é que deixas-te alguma marca para trás e ao mínimo gesto ou referencia que alguém faça é como se tivesse a ter um “deja vu” em que a minha cabeça começa a brincar com o coração pois os gestos fazem-me lembrar-te e acabo por ver-te porém é apenas uma ilusão criada por não ter ver.
Com isto de tanta brincadeira/partidas que o coração sofre acaba por dar alguns frutos. Para descarregar escrevo para ti. “Para ti” uma ova, pois tu não irás ler, primeiro porque não tenho coragem de mostrar-te os meus sentimentos, e segundo porque tu nem te darias ao trabalho de ler o que para aqui escrevo de coração partido por não te ter.
O tempo vai passando mas a escrita tem a mesma atitude e a mesma crítica, tu. Escrevo os poemas pensando em como eles ficariam bonitos declamados na tua voz, ou então sussurrados ao teu ouvido com a maior doçura do mundo. Até os textos em que nem sempre és assunto te ficavam maravilhosos expressados pelos teus olhos.

Mas tenho que me deixar de ilusões tu não os vais ler eu não irei mostrar-tos por isso eles não serão lidos nem declamados na tua voz. Eles serão apenas reflexos dos meus pensamentos e sentimentos, porque eu sou uma romântica incurável e de tudo ou de quase tudo eu retiro emoção. Embora tu sejas a minha maior inspiração. Enquanto te esqueço ou não que tal um novo poema? Queres voltar a ser a musa? Oh, desculpa, o muso?!!




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