Não
queria deixar mais ninguém entrar e roubar um pedaço do meu coração. Ironia do
destino, voltou acontecer, desta vez com mais intensidade que não consigo compreender.
Destino que se intromete sem dó nem piedade, [juro que se algum dia o encontro
na rua o espanco].
Mas
desta vez até o perdoou-o pois colocou-me no caminho de um anjo a quem posso
com orgulho de chamar de amigo.
Aparece
como um raio de luz a espalhar alegria e sabedoria de uma forma que é
contagiante que até chega a irritar. Tristezas e seriedade não lhe chegam
perto, com ele só sorrisos na cara e maluquice acima de tudo. Às vezes pergunto-me
se ele não se cansa de fazer todos felizes, deve ser um pouco esgotante para
uma pessoa só.
Só
se preocupa com os outros e com o bem-estar dos mesmos. E ele? Não seria melhor
ele começar a preocupar-se consigo próprio também.
Este
anjo nota-se que já está um pouco cansado de fazer este trabalho, o sorriso já
acaba por ser mais por estar habituado, os olhos já não tem o mesmo brilho no
olhar, até a voz não tem mais aquela melodia alegre que chamava atenção. Eu
quero ajuda-lo como ele me ajudou a mim, mas ele não deixa ninguém ajuda-lo.
É
triste ver um anjo perder a sua força.
Anjo,
descansa um pouco para voltares a ser o meu anjo!



