sexta-feira, 24 de março de 2017

Já pensas-te ...

Já te passou pela cabeça que ela era feliz antes de apareceres, à sua maneira mas sim era feliz. E agora ela vive tristonha, desconfiada e desiludida por algo que nem queria, mas que tu a fizeste desejar! Já pensaste que quando dizias que ela era importante para ti, ela talvez não queria acreditar por seres tu a dizê-lo mas que lá no fundo até gostava que fosse verdade. Já reparaste ...? Com certeza que já se não serias idiota por o não teres feito! Que quando estás por perto toda ela é alegria e luz, e quando não estás ela é escuridão. Já viste como tu a magoas-te com promessas da boca para fora? Logo ela que gosta de cumprir com a sua palavra e espera que os outros tenham a mínima decência de fazer o mesmo. Ela acreditou quando lhe disseste que estarias sempre por perto para a ajudares, a ouvires, ou para simplesmente estares lá, ... mas não estiveste e foste como uma folha ao vento tal como as tuas palavras vazias com que fizeste as promessas que nunca a deixarias. Prometes-te lhe que por muito que a distância, o trabalho e a vida vos afastassem deixarias de falar com ela, e onde estás agora? Agora que passou uma eternidade depois da vossa última conversa. Onde estás agora escondido depois de lhe teres dado as estrelas só para depois as levares contigo?! Agora ela já não é mais a mesma, ela aprendeu a amar-te mas também aprendeu contigo que deve desconfiar, para não voltar a ficar desiludida. Porque tu a ensinas-te a amar mas não soubeste ficar e agora ela simplesmente quer ficar sozinha para curar as feridas que tu lhe deixas-te. Feridas essas que podem levar uma eternidade a cicatrizar mas que com sorte e se ela deixar um outro amor vai chegar e aprender o porquê dela ser tão fria mas irá ficar, como tu não soubeste fazer. Ele irá ganhar, ela feliz e reluzente ficará e tu ...? Admite, tu perdeste, não a soubeste ganhar! Pensas-te que a tinhas e não soubeste ficar nem estimar o que tinhas, agora fica sabendo que ela foi, é e será feliz porque ela é única e se ama.


domingo, 12 de março de 2017

Deixar-te ir

Deixar-te ir é a melhor coisa que posso fazer, para que não perca a minha sanidade mental. Entre nós era impossível a maior parte do tempo mas às vezes vemos as coisa de outro ângulo que nos faz acreditar exatamente o contrário. Inicialmente nem te podia ver à frente de tanto medo e respeito que eu tinha de ti, mas com o passar do tempo a tua amizade começou a ser importante até que começas-te com os sinais que eu maioritariamente ignorava. Ignorava por que não queria crer que estivesse caidinha por ti, nem que tu alguma vez fosses olhar para mim, isso na minha mente era impossível.
Isto era impossível até que viramos inseparáveis, onde um estava, o outro ia, quem se metesse com um estava na realidade a meter-se com o outro. Tínhamos conversas que ninguém compreendia, e até nos chamavam malucos… mas…
… O que me adianta recordar o passado se não te sob merecer, nem coragem tive para dizer. Dizer que pra além de um grande amigo eras um grande companheiro, que te admiro hoje e sempre mesmo que o destino não nos volte a aproximar. Que mesmo tendo responsabilidades enormes sobre os ombros não passas de um miúdo que adora a liberdade a as coisas simples da vida, que amas a adrenalina tanto que não levas desaforo nenhum para casa … como daquela vez que não gostaste que me tivessem tratado mal e resolves-te que serias um justiceiro pronto para acabar com o sorriso nos lábios de quem me fez chorar. Como gostei desse dia pode parecer egoísmo meu mas adorei sentir me protegida na tua armadura como se de um cavaleiro fosses. Acordar e ouvir a tua voz desafinada logo pela manhã a imitar os artistas do rádio era como acordar e saber que tudo ia correr bem.
Mas tu foste e eu não te disse, tu foste levas-te tudo contigo, tu foste e tudo virou um vazio.

Agora só me resta deixar-te ir para tentar puder ser feliz.


quarta-feira, 8 de março de 2017

Carta

Escrevo-te porque não consigo dizer-te o que quero e o que penso a teu respeito.
 Falar-te que desde o dia em que te conheci tu me conseguiste cativar de alguma forma como nunca antes. Que o teu jeito de menino tão doce e matreiro combina perfeitamente com a tua cara reluzente, com o teu sorriso gracioso e sedutor. Que os teus olhos são um espelho das aventuras que queres contar.
 Dizer-te que me tranquilizas de tal maneira que até podia estar a acontecer a pior coisa do mundo que me manteria calma, por quê? Porque ensinaste-me a relaxar, a ter confiança em mim como nunca tive.
 Aprendi a gostar de ti como realmente és com os teus defeitos e virtudes, com as tuas alegrias e tristezas. Mas acima de tudo gosto de ti.
 Amo-te pelo amigo fantástico que és, por estares lá para tudo mesmo, quando te mando “ires dar banho ao cão”. Eu quero estar lá para ti também mesmo que às vezes não o peças.
 Eu amo-te, mas não consigo dize-lo em voz alta, amo-te, mas a coragem falta-me para te dizer. Amo-te mas tenho medo de te perder.
 Por isso escrevo-te que te amo.


  P.s.: Está é a carta que nunca irás ler.


Perdi-me de te encontrar

Perdi-me de te encontrar, como o sol se perde da lua.
Perdi-me por te encontrar nesta vasta escuridão, em que o teu olhar se tornou luz, para me iluminar.
Perdi-me no teu sorriso, radiante como o sol, gracioso como só tu… o teu riso me desperta como o som do mar.
Perdi-me no teu encanto tão doce e sereno, compreensível e desconfiado como o som do teu beijo.
Perdi-me no teu jeito sedutor e matreiro que me prende e afasta com medo de um futuro.

Perdi-me em ti, que perigo me meti, não consigo deixar ir de tanto pensar em ti.


quinta-feira, 2 de março de 2017

Sossego

O sossego que encontro
Na calmaria do lar,
Em que eu quero estar.
Faz lembrar um desencontro.

Como um banho de mar.
É nele que me conforto
Para ouvir e inspirar,
Com o que me importo.

Sossego, a paz da alma,
Em que eu gosto de estar.
Para a que na calma,
Me permita deitar.

Saudade

Como a saudade doí,
Doí saber que nada volta.
Que a vida continua
Mas o teu sorriso não volta.
Doí a saudade que aperta
Neste meu coração partido,
Por não te ter aqui comigo.
Doí não recordar os dias,
Em que me ensinavas e rias,
Que brincavas e cuidavas
Para ser alguém na via.
Doí não ouvir a tua voz
Que era uma melodia,
A embalar-me todos os dias.
Doí querer o colo que me deste
Enquanto crescia contigo.
Querer o conforto que só tu,
A avó sabia dar, a mãe mais mãe.
A saudade aperta que faz chorar.