Já te passou pela cabeça que ela era feliz antes de apareceres, à sua maneira mas sim era feliz. E agora ela vive tristonha, desconfiada e desiludida por algo que nem queria, mas que tu a fizeste desejar! Já pensaste que quando dizias que ela era importante para ti, ela talvez não queria acreditar por seres tu a dizê-lo mas que lá no fundo até gostava que fosse verdade. Já reparaste ...? Com certeza que já se não serias idiota por o não teres feito! Que quando estás por perto toda ela é alegria e luz, e quando não estás ela é escuridão. Já viste como tu a magoas-te com promessas da boca para fora? Logo ela que gosta de cumprir com a sua palavra e espera que os outros tenham a mínima decência de fazer o mesmo. Ela acreditou quando lhe disseste que estarias sempre por perto para a ajudares, a ouvires, ou para simplesmente estares lá, ... mas não estiveste e foste como uma folha ao vento tal como as tuas palavras vazias com que fizeste as promessas que nunca a deixarias. Prometes-te lhe que por muito que a distância, o trabalho e a vida vos afastassem deixarias de falar com ela, e onde estás agora? Agora que passou uma eternidade depois da vossa última conversa. Onde estás agora escondido depois de lhe teres dado as estrelas só para depois as levares contigo?! Agora ela já não é mais a mesma, ela aprendeu a amar-te mas também aprendeu contigo que deve desconfiar, para não voltar a ficar desiludida. Porque tu a ensinas-te a amar mas não soubeste ficar e agora ela simplesmente quer ficar sozinha para curar as feridas que tu lhe deixas-te. Feridas essas que podem levar uma eternidade a cicatrizar mas que com sorte e se ela deixar um outro amor vai chegar e aprender o porquê dela ser tão fria mas irá ficar, como tu não soubeste fazer. Ele irá ganhar, ela feliz e reluzente ficará e tu ...? Admite, tu perdeste, não a soubeste ganhar! Pensas-te que a tinhas e não soubeste ficar nem estimar o que tinhas, agora fica sabendo que ela foi, é e será feliz porque ela é única e se ama.
sexta-feira, 24 de março de 2017
domingo, 12 de março de 2017
Deixar-te ir
Deixar-te ir é a melhor coisa que posso fazer, para
que não perca a minha sanidade mental. Entre nós era impossível a maior parte
do tempo mas às vezes vemos as coisa de outro ângulo que nos faz acreditar exatamente
o contrário. Inicialmente nem te podia ver à frente de tanto medo e respeito
que eu tinha de ti, mas com o passar do tempo a tua amizade começou a ser
importante até que começas-te com os sinais que eu maioritariamente ignorava.
Ignorava por que não queria crer que estivesse caidinha por ti, nem que tu
alguma vez fosses olhar para mim, isso na minha mente era impossível.
Isto era impossível até que viramos inseparáveis,
onde um estava, o outro ia, quem se metesse com um estava na realidade a
meter-se com o outro. Tínhamos conversas que ninguém compreendia, e até nos
chamavam malucos… mas…
… O que me adianta recordar o passado se não te sob
merecer, nem coragem tive para dizer. Dizer que pra além de um grande amigo
eras um grande companheiro, que te admiro hoje e sempre mesmo que o destino não
nos volte a aproximar. Que mesmo tendo responsabilidades enormes sobre os
ombros não passas de um miúdo que adora a liberdade a as coisas simples da
vida, que amas a adrenalina tanto que não levas desaforo nenhum para casa …
como daquela vez que não gostaste que me tivessem tratado mal e resolves-te que
serias um justiceiro pronto para acabar com o sorriso nos lábios de quem me fez
chorar. Como gostei desse dia pode parecer egoísmo meu mas adorei sentir me
protegida na tua armadura como se de um cavaleiro fosses. Acordar e ouvir a tua
voz desafinada logo pela manhã a imitar os artistas do rádio era como acordar e
saber que tudo ia correr bem.
Mas tu foste e eu não te disse, tu foste levas-te
tudo contigo, tu foste e tudo virou um vazio.
quarta-feira, 8 de março de 2017
Carta
Escrevo-te
porque não consigo dizer-te o que quero e o que penso a teu respeito.
Falar-te que desde o dia em que te conheci tu
me conseguiste cativar de alguma forma como nunca antes. Que o teu jeito de
menino tão doce e matreiro combina perfeitamente com a tua cara reluzente, com
o teu sorriso gracioso e sedutor. Que os teus olhos são um espelho das
aventuras que queres contar.
Dizer-te que me tranquilizas de tal maneira
que até podia estar a acontecer a pior coisa do mundo que me manteria calma,
por quê? Porque ensinaste-me a relaxar, a ter confiança em mim como nunca tive.
Aprendi a gostar de ti como realmente és com
os teus defeitos e virtudes, com as tuas alegrias e tristezas. Mas acima de
tudo gosto de ti.
Amo-te pelo amigo fantástico que és, por
estares lá para tudo mesmo, quando te mando “ires dar banho ao cão”. Eu quero
estar lá para ti também mesmo que às vezes não o peças.
Eu amo-te, mas não consigo dize-lo em voz
alta, amo-te, mas a coragem falta-me para te dizer. Amo-te mas tenho medo de te
perder.
Por isso escrevo-te que te amo.
Perdi-me de te encontrar
Perdi-me de te
encontrar, como o sol se perde da lua.
Perdi-me por te
encontrar nesta vasta escuridão, em que o teu olhar se tornou luz, para me
iluminar.
Perdi-me no teu
sorriso, radiante como o sol, gracioso como só tu… o teu riso me desperta como
o som do mar.
Perdi-me no teu
encanto tão doce e sereno, compreensível e desconfiado como o som do teu beijo.
Perdi-me no teu
jeito sedutor e matreiro que me prende e afasta com medo de um futuro.
quinta-feira, 2 de março de 2017
Sossego
O sossego que encontro
Na calmaria do lar,
Em que eu quero estar.
Faz lembrar um desencontro.
Como um banho de mar.
É nele que me conforto
Para ouvir e inspirar,
Com o que me importo.
Sossego, a paz da alma,
Em que eu gosto de estar.
Para a que na calma,
Saudade
Como a saudade doí,
Doí saber que nada
volta.
Que a vida continua
Mas o teu sorriso não volta.
Doí a saudade que
aperta
Neste meu coração
partido,
Por não te ter aqui
comigo.
Doí não recordar os
dias,
Em que me ensinavas e
rias,
Que brincavas e
cuidavas
Para ser alguém na via.
Doí não ouvir a tua voz
Que era uma melodia,
A embalar-me todos os
dias.
Doí querer o colo que
me deste
Enquanto crescia
contigo.
Querer o conforto que
só tu,
A avó sabia dar, a mãe
mais mãe.
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