quarta-feira, 4 de maio de 2016

Saudade


Saudade vai te embora! Não te aguento mais! Não dá mais para viver assim!

Sim admito que tenho saudades de como as coisas eram antes, mas antes não sabia que podia ter estes sentimentos todos que me deixam num turbilhão se sensações. Antes pensava que nada me atingia que tinha um “coração de pedra” incapaz de ser atingido. Mas agora vendo o que sofri e … o que sofro vejo que o que era de “pedra” tornou-se numa peça muito frágil que a qualquer instante pode-se partir e não recuperar. E agora sofro com a saudade do tempo que passávamos os dois, as nossas conversas, brincadeiras, viagens, até tenho saudade das nossas brigas de crianças e de outras mais sérias como os casais. Mas o tempo passou e já não volta, se na altura não se fez nada para permanecer a relação, não é agora que as coisas voltarão ao que eram, porque elas nunca voltam ao que queríamos.  

Agora passas um pelo outro mal nos falamos, o teu toque que tanto apreciei nunca mais o tive, a tua voz suave é uma recordação na minha mente e o sabor da tua pele atormenta-me sempre que vou dormir. Como um “karma” por não ter lutado por algo que queria, mas do que adiante lutar por algo que já tem um fim à vista. Se depois o sofrimento é a dobrar, assim vivo com a saudade de ti, embora sempre estejas no meu pensamento através das boas recordações que deixas-te e que pretendo guardar. Porque mesmo não tendo dado certo, foste algo bom que me aconteceu na vida, mostras-te que a pedra pode amolecer e desmoronar com uma tempestade de sentimentos. Assim levo a saudade comigo, pois não existe frase que descreve os corações lusitanos.

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