sexta-feira, 29 de abril de 2016

Felicidade

Quem disse que a felicidade tem que ser a dois? Quem disse que para ser feliz temos que dividir a felicidade com outra pessoa?

A felicidade depende de cada um, e cada um pode ser feliz de inúmeras formas. O que te faz feliz a ti pode não me fazer feliz a mim! A felicidade tem haver com os objetivos que definimos e que conseguimos alcançar. A felicidade pode vir de pequenas conquistas, ou até de atitudes que tenhamos com os outros e com nós próprios. A felicidade vem do bem que fazemos na sociedade, para que esta possa vir a ser um mundo melhor para as gerações futuras que depende da marca que hoje deixamos. A felicidade pode ser dividida com os outros ou podemos guarda-la só para nós. Há quem diga que a felicidade só é alcançada quando a nossa vida, nossos objetivos são divididos com a "alma gémea", pois estes terão o dobro da intensidade. Mas e se nos sentirmos felizes sendo nós próprios e livres, existem pessoas que não compreendem o ser feliz independentemente das outras pessoas, porém esta é a forma mais pura de felicidade. Pois se conseguirmos ficar felizes por nós próprios e alcançar a tão esperada felicidade é porque atingimos um nível de maturidade que nem todos alcançam. É quando estamos bem com os outros e nós próprios que a maior felicidade é alcançada.



quarta-feira, 27 de abril de 2016

A beleza de sermos imperfeitos


Por quê sermos perfeitos,
Se os perfeitos são imperfeitos?
Se a beleza não vem da pessoa,
Mas sim dos olhos que a veem.
Por quê sermos perfeitos,
Se a beleza está no imperfeito?
Se as diferenças que nos separam,
São as mesmas que nos unem.
Por quê sermos perfeitos,
Se o ser humano é imperfeito?
Se o diferente é que nos atrai,
E o que atrai desperta um novo ser.

Interrogações


Todos nós pensamos em ser felizes ao lado daquela pessoa. Mas será que estamos destinados para aquela pessoa e não para outra? Será que saberemos quando deixar de procurar por aquela pessoa especial e deixar o tempo atuar como só ele sabe fazer? Como reagimos quando, o nosso coração bate desenfreadamente por uma pessoa, mas sabemos que essa relação é impossível, por os sentimentos não serem mútuos?

Nós temos o dom de imaginar pessoas perfeitas, sem defeitos, como se ainda fossemos crianças a viver um conto de fadas e a sonhar com o príncipe encantado ou com o cavaleiro andante que nos vai acordar do pesadelo. Andamos grande parte da vida, perdidos nesta ilusão pela perfeição que acabamos por perder as pequenas coisas que dão sabor à vida, que nos fazem subir a adrenalina e querer recordar para sempre. Esta cegueira não permite ver quem sempre nos ajudou quando caímos e apoiou quando nos levantamos, quem esteve sempre lá por nós, porque nos amavam. Pois uma vida sem amor, é uma vida triste, cinzenta e fria. O amor aquece o coração, incendei-a a alma e ilumina a vida; o amor é o objetivo porque lutar, a chama a alcançar é o que levamos desta vida depois de o transmitirmos a quem dele necessitar. O amor pode ser de pai/mãe, irmã(o), avó(ô), tio(a), sobrinho(a), este é o amor mais puro, primitivo, que nos acompanha desde o momento em que nascemos até ao que morremos, este não se aprende nasce-se com ele. Também existe o amor de amigos, quando já convivem juntos há muito tempo, quando se tratam quase como uma família não de sangue mas de coração. Depois vem o amor entre duas pessoas que sentem-se atraídas uma pela outra, um amor que transmite proteção/segurança, carinho, paixão, respeito e lealdade, o que todos procuram mas nem todos acham.

Muitas vezes a alma gémea procurada estava mesmo ao nosso lado mas por sermos parvos e burros, não existe outra forma de caraterizar o ser humano em relação a isto, deixamos abalar, por algo que fizemos ou dissemos sem ter a consciência que aquela pessoa que sempre nos apoiou, o fez como uma forma de demonstrar o que sentia por nós. Mas o que nós fizemos? Maioritariamente ignoramo-la e rebaixamo-la por estarmos interessados em algo que não existe, uma imagem fantasiada que criamos como ser perfeito.  Quando mais tarde temos noção do que fizemos e somos atingidos pela verdade que a pessoa certa para nós já não está por perto a única solução é deixar o tempo atuar, e sarar todas as feridas que possamos ter criado.

 E quando o coração gosta de ser dramático e apaixona-se por alguém que não está propriamente ao nosso alcance, e a única solução é nos afastarmos para que não entremos numa montanha russa em que a ultima paragem é um desfiladeiro. Afastar, porquê? Boa questão, normalmente quando nos apaixonamos por alguém que gosta de outra pessoa, a tendência poderá ser fazer a outra pessoa apaixonar-se por nós. Mas quando isso é impossível e sabemos que não irá resultar em nada de bom, o melhor será deixa-lo ser feliz com que ele ficar. Porque amar é querer a felicidade da outra pessoa, mesmo que para isso tenha que se afastar, pois a felicidade do outro já nos deixa felizes.

Quem disse ...


Quem disse que apaixonarmo-nos é fácil? Que tudo é um mar de rosas? Com certeza alguém que não estava verdadeiramente apaixonado. Pois apaixonarmo-nos é um turbilhão de emoções, incertezas que nos provocam as maiores inseguranças sobre nós e os outros de quem gostamos. Ter sempre a duvida se a pessoa que nos fascina sente algo por nós ou é apenas uma má interpretação dos sinais, ter aquela vontade de deitar todos os sentimentos cá para fora sem pensar nas consequências mas ao mesmo tempo não querer ouvir a terrível resposta que podemos ter garantida, o redondo não, que fica sempre na nossa mente como sinal de aviso para que não sofremos de coração partido. Mas para que isso? Se depois vamos sofrer de desgosto de amor, ver a pessoa de quem gostamos noutros braços, beijar outra boca! Sofrer por não se ter coragem para assumir algo que nos deixa a radiar felicidade, que nos deixa nas nuvens e no mundo da lua! Mas pior do que se estar apaixonado por alguém e não dizer, é mesmo a triste verdade de se perceber que a pessoa por quem te apaixonas-te é o teu amigo mais chegado! Queres estar com ele como amigos mas ao mesmo tempo apercebes-te que não consegues passar um minuto que seja sem estar perto dele, que o seu sorriso também te faz feliz de um forma que nem consegues imaginar, o tempo que passas com ele não é desperdiçado mesmo que não digam nada durante o tempo todo o que interessa é a companhia um do outro. Isto sim é lixado, principalmente quando sabes que a vossa relação é impossível pois o outro só quer a tua amizade e tu não és capaz de lhe dizer o que verdadeiramente sentes e por isso vais sofrendo em silêncio. Quando te apercebes que este silêncio está-te afastar dos teus amigos pode já ser tarde para remediar o mal já feito, pois se não revelas o problema e jogas-to para debaixo do tapete ele não vai desaparecer vai continuar a existir até que o encares de frente! Assim, és obrigado a escolher revelar os sentimentos ou esconde-los e viver com as consequências! Mas o que acontece é que sempre que vemos que algo não tem futuro nós deixamos para trás e provavelmente preferimos manter uma amizade de anos do que falar e perde-la! Mas a amizade voltará a ser a mesma? Ninguém sabe, mas se souberes lidar com a situação, possivelmente com o passar do tempo, o que era, voltará a ser!